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Biografia

José da Costa Carvalho, primeiro barão, visconde e marquês de Monte Alegre, (Salvador, 7 de fevereiro de1796 — São Paulo, 18 de setembro de 1860) foi um político e magistrado brasileiro, membro da Regência Trina Permanente e primeiro-ministro do Império do Brasil, de 8 de outubro de 1849 a 11 de maio de 1852.

Filho de José da Costa Carvalho e Inês Maria da Piedade Costa. Casou-se em primeiras núpcias com Genebra de Barros Leite, em 1822. Com a morte desta, casou-se em segundas núpcias, em 1839, com Maria Isabel de Sousa e Alvim. Estudou na Universidade de Coimbra, bacharelando-se em 1819. De volta ao Brasil, seguiu a carreira da magistratura, sendo nomeado para os cargos de juiz de fora e ouvidor em São Paulo (1821-1822). Elegeu-se, em 1823, deputado para a primeira Assembleia Nacional Constituinte brasileira, tomando posse de seu cargo em 21 de julho do mesmo ano.

Eleito deputado geral pela Bahia à Assembleia Geral por duas legislaturas de 1826-1829 e 1830-1833, com posse do seu cargo a 30 de maio de 1826. Presidiu a Câmara dos Deputados em três ocasiões: de 5 de maio a 3 de julho de 1828, de 4 de maio a 3 de julho de 1830, e de 3 de agosto de 1830 a 4 de maio de 1831. Foi ainda, vice-presidente da mesma Câmara, de 4 de maio de 1827 a 5 de maio de 1828. Em 1827 fundou o O Farol Paulistano, primeiro periódico impresso e publicado em São Paulo, que começou a circular em 7 de fevereiro daquele ano e saiu de circulação no ano de 1832.

Após a abdicação de D. Pedro I, em junho de 1831, foi eleito para a Regência Trina Permanente, com o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e João Bráulio Muniz.

Como a Abdicação não era esperada pelos partidos, foi um acontecimento que encheu de apreensões os patriotas. Os exaltados aproveitaram-se do pasmo em que ficara a população e foram agitando o espírito popular com a propaganda de idéias subversivas. Teriam lançado o país, e principalmente a capital do Império, em anarquia, se um grupo de senadores e deputados não tivesse assumido a direção da política nacional em tão grave conjuntura. Reunidos no paço do Senado, os representantes da nação, em número de 62 (26 senadores e 36 deputados) resolveram, na manhã de 7 de abril de 1831, nomear uma Regência Trina provisória que governasse em nome do Imperador, de 6 anos. A primeira Regência foi composta do marquês de Caravelas, do general Francisco de Lima e Silva e de Nicolau de Campos Vergueiro. Logo no dia seguinte, formou-se o Ministério, sendo reconvocados os ministros que D. Pedro demitira. A Regência publicou um manifesto ao país, explicando os acontecimentos e aconselhando prudência, espírito de ordem e união de todos os brasileiros. O estado de exaltação não se circunscrevia ao centro onde se desdobravam os fatos. Por todo o Brasil reinavam dissensões. No Pará, no Maranhão, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, em Minas Gerais, repetiam-se distúrbios, principalmente conflitos entre brasileiros e portugueses. Na Bahia e em Pernambuco, cometiam-se atentados sem que o governo pudesse reprimi-los. Na terrível contingência, cuidou-se de normalizar a situação política, elegendo-se a Regência Trina efetiva em 17 de junho de 1831, a qual se compunha do general Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho (futuro Marquês de Monte Alegre) e João Bráulio Muniz.

A Regência Trina efetiva fez obra relevante, entregando a direção da política aos moderados, maioria em todo o país. Em 24 de setembro de 1834 falecera D. Pedro I e os restauradores passaram a apoiar a ala moderada, de cujas idéias mais se aproximavam, evitando assim o crescimento dos exaltados. Com habilidade, o governo regencial foi neutralizando as maquinações dos exaltados, e procurava vencer a resistência do Senado às reformas constitucionais da Câmara. O Ato Adicional aparecia, ao cabo de longa campanha, como a grande obra da Regência, exprimindo o definitivo triunfo dos moderados.

Afastou-se depois da política alegando motivos de saúde que mal disfarçavam o seu descontentamento com a vida pública. De volta a São Paulo, foi diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, de 1835 a 1836.

Voltando a política, foi deputado geral pela província de São Paulo na Legislatura de 1838-1841, tendo tomado posse a 19 de maio de 1838. Renunciou o cargo para assumir o de senador vitalício por Sergipe, de 1839 a 1860, do qual tomou posse em 4 de maio de 1839. Recebeu o título de Conselheiro de Estado, por decreto imperial de 18 de julho de 1841, e Presidente da Província de São Paulo, de 20 de janeiro a 16 de agosto de 1842. Foi ainda, presidente do Senado Federal de 1842 a 1843.

Ministro do Império de 1848 a 1852, substituiu o Marquês de Olinda na Presidência do Conselho de Ministros (8 de outubro de 1849).

Político de feitio autoritário e intransigente, substituiu o marquês de Olinda na presidência do Conselho em 1849. Nesse período, realizou a política de intervenção armada do Brasil no Rio da Prata.

Foi ainda presidente da Sociedade de Estatística do Brasil e da Associação Central de Colonização do Rio de Janeiro. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi membro honorário da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e da Academia Imperial das Belas Artes. Agraciado com o título de Barão de Monte Alegre, por decreto de 23 de agosto de 1841, depois Visconde com grandeza por decreto de 11 de setembro de 1843, e finalmente Marquês por decreto de 2 de dezembro de 1854.

Fonte:Wikipedia