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Biografia

Era filho de Martinho Prado e de Veridiana Prado, de tradicional família paulista. Ocupou-se desde a mocidade com estudos históricos. Formou-se em Direito na tradicional Faculdade de São Paulo, turma de 1881. Na época, já era colaborador assíduo do Correio Paulistano, dirigido por seu irmão Caio Prado, onde assinava artigos de crítica literária e política internacional.

 

Trabalhou como adido na delegação brasileira em Londres, durante o Império. Conheceu diversos países europeus e também o Egito. Dessas viagens, faria observações meticulosas no livro Viagens, publicado em Paris no ano de 1886.

 

Com a proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro de 1889, passou a combater, em livros e jornais, os atos praticados pelo governo republicano. Eça de Queirós, diretor da Revista de Portugal, abriu-lhe as páginas da publicação, para uma série de artigos, editados com o pseudônimo de Frederico de S. e que seriam reunidos em livro com o título de Fastos da ditadura militar no Brasil. Colaborou, também, em "A Década Republicana", obra em que colaboraram os mais destacados monarquistas brasileiros.

 

Os laços de amizade com Eça de Queirós levaram os admiradores deste a identificar a figura de Eduardo Prado como o modelo do Jacinto, imortal personagem de A Cidade e as Serras, o milionário enfastiado pelos confortos da civilização e que vai terminar os seus dias na quietude das serranias portuguesas de Tormes.

 

Também é um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na qualidade de sócio correspondente. Patrono da cadeira 5 da Academia Paulista de Letras.