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2018 a2a Memoriall 0102A - Antoninho da Rocha Marmo

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Biografia

Antônio da Rocha Marmo (São Paulo, 19 de outubro de 1918 - São Paulo, 21 de dezembro de 1930) foi uma criança católica paulista a quem se atribuia o dom de predizer acontecimentos futuros. Teria inclusive previsto a própria morte. 

Antoninho tornou-se objeto de veneração e passou a ser conhecido como Santo Antoninho. Hoje em dia, é conhecido como Servo de Deus. 

  

Desde pequeno, Antoninho brincava de fazer altares e simular missas, era um grande amigo da mãe e muito inteligente quanto a assuntos polêmicos. Foi considerado um santo pela população de São Paulo, por agraciar os pedidos de curas. 
 

Faleceu de tuberculose aos 12 anos. Sepultado no Cemitério da Consolação, seu túmulo, localizado na quadra 80, terreno 6 (Q.80, T.6), é constantemente visitado por devotos que lhe pedem auxílio. 

 
Amigo e protetor dos humildes 

 
O garoto tinha, na verdade, coisas excepcionais,propriasde gente grande. Antoninho era um menino diferente dos outros. Um meninoprodigio. 
Doente gravemente, viu-se obrigado a procurar o clima ameno de S. José dos Campos e de Campos de Jordão, a fim de tentar a cura de uma tuberculose que se apossara valentemente do seudebilcorpo. Enfraquecera-se, a principio, sob violenta erupção de sarampo. Depoisveiuaquela enfermidade insidiosa, para que se tornaram vãos todos os apelos à medicina. Ele mesmo previra que os maiores esforços resultariaminuteis. 
Mesmo atormentado pelos dolorosos sofrimentos, jamais esquecia os humildes. Um dia, em Campos de Jordão, soube que fora detido um pobre homem, surpreendido com o porte irregular de um revolver, achado no mato. Antoninho interessou-se pelo caso. Demandou à Delegacia, a fim de falar ao Delegado que era, então, o dr. Caio Machado Leite Sampaio, atualmente Adjunto da Delegacia Especializada em Acidentes no Transito. Não o encontrou. Falou ao carcereiro. Pediu-lhe que transmitisse por favor à autoridade a sua solicitação: "Diga ao delegado assim que chegar que Antoninho quer a liberdade do preso". E como lembrete desenhou uma caricatura qualquer sobre a escrivaninha do delegado. 
"Faço esta careta no caso do sr. esquecer-se de transmitir meu recado. O delegado, vendo-a, ha de perguntar quem a fez. O sr. dirá então que fui eu e fará o meu pedido." 
E assim aconteceu. A autoridade ali chegando achouextranhoo desenho. Interpelou o carcereiro, que lhe contou tudo. O dr. Caio Machado, com aquela bondade que lhe é peculiar, foi em pessoa à procura de Antoninho, que lhe contou do interesse em favor do seu "constituinte". O delegado, que não o conhecia, achou curioso os modos do garoto. E declarou-lhe que mandaria por em liberdade o detido. Assim o fez, porem, por medida de precaução, despachou-o para Pindamonhangaba. 
O homem, profundamente reconhecido ao gesto de Antoninho, regressou a Campos, emasperatravessia a pé, a fim de agradecer-lhe pessoalmente, trazendo de presente uma cabra e dois cabritinhos. O garoto enternecido com a atitude do pobre camponês, fez-lhe ver que a Deus devia agradecer e não a ele, e negou-se a receber o presente, aconselhando-o a vende-lo, pois era pobre e necessitava de dinheiro. 
Descendo, dias depois, de Campos de Jordão para S. José dos Campos, compôs esta interessante quadrinha: 
Deixei o que perdi 
Em Campos de Jordão! 
Saio soldado raso. 
Para lá ganhar galão!